Antero de Quental
O Palácio da Ventura
"Sonho que sou um cavaleiro andante Por desertos, por sóis, por noite escura, Paladino do amor, busco anelante O palácio encantado da Ventura.
Mas já desmaio...exausto e vacilante Quebrada a espada já, rota a armadura... E eis que súbito o avisto, fulgurante, Na sua pompa e aérea formosura.
Com grandes golpes, bato à porta e brado: Eu sou o Vagabundo, o Deserdado... Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais!
Abrem-se as portas de ouro, com fragor... Mas dentro encontro só, cheio de dor, Silêncio e escuridão – e nada mais!"
ver também: http://www.vidaslusofonas.pt/antero_de_quental.htm
Enviado por Amélia Pais
|